Discurso da Bastonária - ormed

ORDEM DOS MÉDICOS DE ANGOLA
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Discurso da Bastonária

Instituição


DISCURSO DE TOMADA DE POSSE


SAUDAÇÕES
Permitam-me agradecer, com humilde sinceridade, a Deus pelo dom da Vida, aos meus Pais e a todos aqueles que depositaram confiança no presente elenco e no seu Programa.

Analogamente, permitam-me afirmar que todos aqueles que em nós não votaram terão igualmente um importante e obrigatório espaço na contribuição para as soluções dos nossos problemas, pois a expressão das nossas diferenças constituirão a nossa riqueza, uma vez que certamente concorrerão para fortalecer as nossas decisões.

Também quero agradecer publicamente aos Bastonários que me antecederam, Dr. Mac Mahon (de grata memória), Dr. Carlos Alberto, Dr. João Bastos, Professor Doutor Carlos Pinto de Sousa, pelos esforços empreendidos em prol da Medicina. Conto com o vosso auxílio e colaboração.

Agradecimentos também a todos os colegas que participaram de forma exemplar neste processo, são eles o Professor Doutor Mário Frestas, Professor doutor Miguel Bettencourt Mateus e Doutor José Luís Pascoal a quem peço uma salva de palmas.

Agradecimentos reiterados, a Comissão Eleitoral Nacional, na pessoa do excelentíssimo Dr. Matadi Daniel, Dra Arlete Nangassole Luiele, Dr. Xinganeka Caiaia, Dr. Mateus Pereira Domingos Campos, Dr. Fernando Miguel pelo trabalho exemplar, a quem pedimos igualmente uma grande salva de palmas.

A Ordem dos Médicos de Angola é de todos os Médicos e todos, seremos ainda poucos para procedermos às mudanças que legitimamente aspiramos. Por isso, e independentemente das nossas diferenças, temos que nos unir em torno das palavras de ordem que fundamentam o nosso Programa:
UNIDOS VAMOS PÔR ORDEM NA ORDEM.

Tenho e temos, nós todos, a consciência da magnitude dos desafios que nos esperam. Assim, a nossa caminhada será deveras árdua e longa. Por isso, e uma vez mais, teremos que estar convictos que só unidos reconquistaremos, primeiro e antes de tudo, a dignidade da nossa profissão.

Temos que saber também reconquistar a confiança das nossas populações não somente com palavras mas com acções, o resultado do nosso bem servir perfeito, íntegro, sapiente e completo. Na verdade são os resultados correctos das nossas actuações que ditarão as nossas vitórias e sucessos e a grata e orgulhosa satisfação de que estaremos a cumprir com a nobre incumbência que voluntariamente abraçamos: o de sermos médicos e tratar a doença ou mesmo prevenir que a mesma ocorra, e quando assim não for possível, garantir um fim condigno ao doente e família.

Tenho a honra e o privilégio de tomar hoje posse como bastonária da ordem dos Médicos de Angola, juntamente com os restantes membros dos órgãos sociais que irão acompanhar-me. A eles começo por agradecer, sinceramente, pelos desafios que estão dispostos a assumir, apesar dos sacrifícios familiares e profissionais que ser-lhe-ão exigidos nos próximos três anos.

Concorremos aos órgãos sociais da OM, com a certeza de que temos um projecto válido e seguro, para executar num momento histórico delicado para o País, para as suas instituições, em geral, e para o Médico, em particular.
Não temos ilusões de que assumir a OM, nesta fase, seja uma missão apetecível. Mas não a poderíamos recusar. É nosso dever para com toda a classe. É um desafio individual e corporativo.

Somos apenas cerca de 7.280 profissionais. Poucos para convencer os Angolanos do papel essencial que desempenhamos param a vida Médica do país e para a paz no que concerne a saúde que se deseja.

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,
Aproveito este momento para informar que já estão definidos os conselhos regionais e provinciais da OM, que brevemente daremos posse.
É nesta senda que delineamos os principais pontos do nosso Programa, dirigidos a área administrativa, população, os académicos de medicina, aos internos gerais e de especialidade, bem como aos Médicos assistentes, chefes de serviço e aos Médicos da Carreira docente, o qual teremos que alcançar na sua totalidade.

Do ponto de vista administrativo, urge a necessidade de garantir a curto prazo, formação em atendimento ao público a todos os funcionários administrativos da OM, no sentido de garantir qualidade no atendimento a todos os Médicos, que necessitem dos serviços prestados pela OM.

Dar posse aos membros dos Conselhos Provinciais e Regionais da OM, para garantir representatividade em todo país.

Outrossim pretendemos após a constituição dos conselhos a nível Nacional, dar início a revisão dos documentos reitores da OM, no sentido de conforma-los a realidade da nova Angola, especificamente a revisão do ESTATUTO, REGULAMENTO INTERNO, CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA E DEONTOLÓGICA entre outros. Nestes documentos será necessária a revisão tornando mais específicos os aspectos como a regularidade do pagamento da quota como aspecto sinequanon para o exercício do voto em processos eleitorais, a adição dos conselhos de honra, do Conselho Nacional do Médico Interno, a definição do montante a ser disponibilizado para a criação do fundo solidário, assim como as normas e funcionamento do projecto casa do Médico.  


Em matéria económico-financeira, o período que vive a nossa Ordem é o reflexo da actual fase que atravessa o país. A nossa sustentação financeira assenta nas receitas que advém da cotização de seus associados e do Estado Angolano. Não obstante, é objectivo deste mandato amnistiar as quotas não pagas desde 2010 e iniciarmos com um modelo novo de cumprimento do pagamento de quotas, baseado na facilidade de cumprimento deste processo em qualquer parte do território Nacional, usando as tecnologias de comunicação e informação sem necessidade de recorrer as instalações da OM para regularização da quota mensal. O nosso Mandato será também baseado em um processo de gestão financeira diferenciado, procurando gerir os destinos da Ordem com o mínimo de custos possíveis.

Seguidamente, pretendemos partir para um processo de diagnóstico e definição de prioridades da situação dos académicos de Medicina, bem como dos Médicos em geral. No âmbito da inclusão de todos os Médicos no processo de tomada decisão dos assuntos por eles vivenciados, serão realizados FÓRUNS PROVINCIAIS em todo o pais, com vista a definição de prioridades de resolução de problemas, segundo a necessidade local ou seja a nível da província.

Pensamos que estes problemas prendem-se principalmente com a necessidade de:

Recadastramento a nível da OM de todos os profissionais distribuídos pelo país.

Promoção de parcerias com entidades e organizações Nacionais e internacionais, de modo a que possa haver uma crescente qualidade do acto médico, higiene e segurança no trabalho;

Assumir uma atitude pró activa na defesa dos direitos dos Médicos criando um gabinete de contencioso jurídico, no sentido de prestar auxílio a todos os médicos.

Criação de uma área de comunicação, imagem e Marketing, que sirva de intercâmbio entre as mais diversas organizações da sociedade e a OM, com particular realce a comunicação social, para os devidos esclarecimentos que se impõem na defesa da classe e na partilha de quadros para actividades de educação para a saúde da população.

Promover formação médica contínua e especializada de acordo com os seus Estatutos e as necessidades locais;

Garantir um controlo de qualidade da formação médica pré e pós-graduada;

Garantir uma cultura de premiação e atribuição de títulos de louvor aos médicos que se destaquem no exercício das suas actividades;

Promover, dignificar e defender a saúde como um direito fundamental plasmado na Constituição da República de Angola

Realizar actividades com vista a aprovação e aplicação da lei do Acto Médico;

Promover a criação de associações Médicas solidárias, a nível das faculdades de Medicina e a nível Hospitalar.

Caros colegas, o desafio é grande, as acções são diversas. Não conseguiríamos descreve-las por completo, mas pensamos estarem lançadas as bases deste mandato. Descrevemos algumas entre outras actividades constantes no programa de acção que, com certeza é do conhecimento de vossas excelências.

MINHAS SENHORAS E MEU SENHORES,

Término como comecei: este é o momento histórico, difícil e delicado para a OM.

Mas temos esperança de nos próximos 3 anos seremos bem-sucedidos na tarefa patriótica de sensibilizar para a importância da profissão Médica adequada à nossa história e cultura.

Vamos ao trabalho. À todos o nosso muito obrigado.

Elisa Pedro Gaspar

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